sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Excerto


"Eu não trocaria as tristezas do meu coração pelas alegrias dos homens, e não desejo que as lágrimas que a melancolia provoca nos meus olhos se trensformem em risos. Prefiro que minha vida permaneça uma lágrima e um sorriso: uma lágrima que purifique meu coração e me faça compreender os mistérios e segredos da vida, e um sorriso que me aproxime dos meus semelhantes e simbolize minha glorificação aos deuses. Uma lágrima que me irmana aos tristes de coração, e um sorriso que proclama a minha alegria de viver.

Prefiro morrer de muito desejar a viver na indiferença. Quero sentir nas minhas profundezas fome pelo amor e a beleza, pois observei e verifiquei que os satisfeitos são os mais infelizes dos homens e os que mais se assemelham à matéria inanimada; e escutei e descobri que os gemidos de saudade do apaixonado são mais embaladores que as melancolias dos violinos".


"Uma Lágrima e um Sorriso" . Gibran Khalil Gibran; poeta e escritor libanês.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fins

Olhar as coisas como se fossem datadas, é enterrar a vida numa vala comum. Mas aqueles mortos voltarão para sempre para assombrar-nos.
Por isso, não há fim, mas recomeço. Único e eterno refazer-se.

Fazer da vida uma obra de arte também depende disto.

Nós, eles.

Me surpreende o fato de que crescemos, nós, de 20, quase 20 ou e 20 e poucos anos, sob a tutea de pais que não se decidem por meios termos. São radicais, para um lado ou para outro, no que diz respeito à educação de seus filhos.
De um lado, prezam a obediência cega, a disciplina e a severidade. Assim, crescemos sem poder viver medo algum, buscando completo controle que vem, sem percebermos, pela defasagem de algum tipo de comportamento, geralmente gratuitamente violentos ou de ma-fé. Não nos permitem sofrer e, assim sendo, desconhecemos o que seja este sofrimento e somo sincapazes de nos enxergarmos no lugar dos outros.
Por outro lado, os pais prezam a "Liberdade" de seus filhos; permitem que façam tudo. Lhe dão um carro, lhe isentam de satisfações e acreditam piamente lhes educar pela liberdade, quando na verdade, estimulam a inconsequencia. Isso gera, na maioria das vezes, dois tipos de jovens: aqueles que não são parte da preocupação dos pais, completamente idiotas, que não se comprometem a nada e não conseguem entender o valor do trabalho e da dedicação; e aqueles que, como os primeiros, estão completamente perdidos, mas que ao invés de se perderem na idiotia da turba que se inclina à cultura de massas è à indústria do entretenimento, caem em depressão, contam com o apoio dos pais, buscam sua ajuda e não conseguem auxílio algum, pois seus pais, crendo educá-los de forma a valorizar sua liberdade, perderam qualquer contato, qualquer forma de união com os filhos: não os compreendem.
Então, quando encontramos um amor ou uma amizade, nos apegamos às coisas da forma mais fácil, por medo, pois, lá no fundo, só nos reconhecemos semelhantes em nossa própria desilusão que eu sinceramente acredito, nos dias de hoje, ultrapassar o mero romantismo adolescente ou juvenil. É por isso que hoje em dia, ao chegarmos aos 20, quase 20 ou 20 e poucos anos, cremos estar jogando nossa breve vida no lixo. e muitos de nós no smatamos... sem saber que podemos matar outros conosco.